terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Protege-me . .

Protege-me! Amarram-me nos teus braços, sucumbe-me nas tuas palavras, enterra-me na tua pele, faz-me mulher, faz-me criança, faz-me algo… Será possível? Será que podes? Será que se me dedicares 5 minutos o mundo parara? Será que os teus medos continuarão iguais ou ficarão piores?
O medo, a angustia, a inocência e a repulsão de te ter de não te ter a confusão que me confunde o mundo que me rodeia tenho a cabeça a andar as voltas e ainda assim não vejo nada, não abro os olhos ou será que so não quero ver? Tenho-te ou não? Sou ingénua ou so medrosa? Diz-me, explica-me, não me escapes por entres os dedos não me fujas enquanto fecho os olhos, não adormeças não morras não vás … há tantas palavras, há tantos dicionários, há tantas línguas e nos ainda não falamos nada, estivemos calados neste tempo todo, sim abrimos a boca, sim pronunciamos sons mas não e suficiente, não, não falamos, há tanto por dizer, não, não calamos os medos, não ,não calamos as vozes, não, não silenciamos a minha mente insana e as bocas que falam apagam as nossas… gritam ,berram, pobres criaturas, será que sabem ? ninguém as escuta, ninguém as quer escutar, são menos, muito menos , será que querem ? não querem certamente porque ninguém fala num vácuo do tempo para simplesmente ser escutado!
Amarra-me não aguento mais, amarra os meus braços as minhas mãos o meu mundo! Estou a escorregar, lentamente vou caindo num abismo, não sei porque, não existe explicação… serão as vozes? Será o mundo? Seremos nos ou eles? Serão os medos, a ingenuidade, a realidade, ou talvez serei só eu? Temos tanto a dizer, abre a boca, abre a mente, diz o que sentes o que pensas, porque não te ouço? Mexes os lábios mas ninguém te escuta, porque falo e ninguém parece ouvir? Serei muda?
Os nossos lábios unem-se numa linguagem estranha, so nos compreendemos e queremos compreender, o nosso corpo completa todas as ranhuras tudo o que não sabemos existir, o corpo mexe a boca mexe, o mundo existe mas já não e importante… temos tanto a dizer tanto a explicar, temos mundos para entender e ainda assim entendemos que não devemos falar, será que devemos? Não sei , a minha mente já não funciona, não sei se e o tempo a hora o local ,não sei se es tu ou eu mas já nada bate certo … tento tento mas nada faz sentido , não sei se me percebo nem algum dia perceberei no entanto vou vivendo respirando , mas e tu ? vives comigo ? vives completando o meu corpo? A minha mente? Os meus sonhos?
Talvez um dia tenhamos respostas porque hoje , todo o nosso nos e uma simples incógnita, apenas quero o calor do teu corpo os teus braços amarrados a mim e o simples existir da tua essência !

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